sexta-feira, 25 de junho de 2010

Evolução da moda no gramado e nas ruas

Hoje vi no EGO uma reportagem muito legal sobre a evolução da moda nos gramados e resolvi dividir essa informação aqui no Blog. 

A reportagem original vocês encontram aqui. Espero que gostem...

PS - Clique nas imagens para aumentá-las.















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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Inverno combina com: Fondue de Queijo! Yummy!

Uma coisa que me agrada muito no clima europeu é o fato de as 4 estações do ano serem super definidas e em cada uma delas, pratos diferentes e especiais são apreciados.
Na primavera a temperatura é amena e as flores surgem em todos os lugares. Essa é a estação dos aspargos e do bärlauch (vegetal de gosto forte e especial, usado em risotos, sopas e molhos).
O verão é quente e agradável e as pessoas parecem mais felizes e animadas. Os pratos mais consumidos são as saladas e churrascos. (Essa definição não serve pra esse verão, que ja começou mau...a temperatura chegou somente aos 13 graus hoje)
No outono, as folhas das árvores caem e a paisagem fica com um tom dourado. Caças (como veado e alce) e pratos a base de abóboras são super apreciados.
Mas, como todo mundo sabe, o inverno europeu as vezes é cruel. Na maiorias dos países da Europa o inverno pode durar até 4 meses e as temperaturas normalmente não ultrapassam os 4 graus.
Aqui na Suiça por exemplo, já no outono, em outubro, os termômetros chegam a 0 graus facilmente. A culinária dessa estação é, na minha opinião, a mais saborosa e esperada. Raclette, chás, castanhas, delícias feitas com chocolate e é claro, Fondue!
Contrariando o que muita gente pensa, a Fondue (palavra feminina que significa fundido ou derretido) não é uma invenção francesa mas sim suiça. E a de chocolate nem é muito conhecida aqui na Europa, a famosa mesmo é a de queijo.
Alguns contam que a história da descoberta dessa delícia vem da Idade Média, cerca de sete séculos atrás, nos Alpes da Suíça, em conseqüência de uma inesperada super produção de queijos. Os suiços (naquela época!) já eram produtores de laticínios – que inclusive exportavam às nações vizinhas.


O dia mais feliz da minha vida!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

...onde ver é desnecessário!

Na minha andança mundo afora, tive a oportunidade ver muita coisa interessante…

Mas a oportunidade de sentir ao invés de ver, eu só tive uma. E foi aqui em Zurique que experimentei a sensação de não enxergar (com os olhos).
Aqui existe um restaurante (o primeiro do mundo à adotar esse conceito) onde tudo é às escuras.

A história desse lugar começou em 1998 com a exposição “ Dialog im Dunkeln” (“Diálogo no Escuro”) exibida no “Zurich Museum of Design”. Jürg Spielmann (um líder espiritual) e Stephan Zappa (um psicólogo) se conheceram e resolveram investir num projeto que tinha a escuridão como tema. Eles juntaram forças com a assistente social e deficiente visual Andrea Blaser e com o cantor e também deficiente visual Thomas Moser e formaram a Fundação “Blind-Liecht” (“Luz Cega”). O propósito dessa fundação é promover um entendimento mútuo entre os deficientes visuais e os não deficientes da nossa sociedade.
À partir dessa Fundação, o projeto de montar um restaurante totalmente às escuras pôde ser realizado em setembro de 1999.


Todos dizem que os
olhos são tão importantes quanto o paladar quando comemos. Mas não no “blindekuh” (que significa ao pé da letra “vaca cega”, mas que faz referência à brincadeira que chamamos de “cobra-cega”), onde os prazeres de comer podem ser experimentados com os outros sentidos que possuímos, mas não com o de enxergar.

Fachada do restaurante

Todos os funcionários (exceto os cozinheiros) são deficientes visuais. Luz mesmo somente na recepção e nos banheiros. Na chegada recebemos um número para identificar nossa mesa, as instruções para guardarmos todos os nossos pertences nos armários disponíveis e o nome do funcionário que nos atenderia…Essa é a unica forma de chamarmos o atendente quando queríamos alguma coisa.
O menu é projetado na entrada, em quatro línguas, assim escolhemos o
que queremos comer antes de entrarmos no salão.
O salão é totalmente escuro e os visitantes são guiados até a mesa (até a saida e até ao banheiro também).
Comemos no escuro total, e com as mãos! Eu não conseguia enxergar nada. Nem meu marido que estava na minha frente. A comida estava maravilhosa e o fato de saber que ninguém estava me vendo comer me vez ficar mais ou menos à vontade.

Essa experiência é algo inexplicável e muito particular. É uma sensação estranha e maravilhosa, engraçada e amedrontadora, tudo ao mesmo tempo! Algumas pessoas não voltam, outras voltam sempre que podem, mas garanto que todas as que tiveram a oportunidade de vivenciar a sensação de não enxergar, valorizam muito mais o dom de ver e também admiram muito mais aqueles que vivem sem ver o mundo com os olhos, mas que enxergam muito mais longe com o coração. O exemplo do Blindekuh é seguido mundo afora, e hoje encontramos em outros países restaurantes com o mesmo conceito e com a mesma missão de mostrar para a sociedade que ser deficiente visual é não ter limites!

Restaurantes como o Blindekuh:
“Blindekuh” em Zurique, Suiça
“Blindekuh” em Basel, Suiça
“Unsicht-Bar” em Colonia, Alemanha
“Nocti Vagus” e “Unsicht-Bar” em Berlin, Alemanha
“Taste of Darkness”em Frankfurt, Alemanha.

“Unsicht-Bar”
em Hamburg, Alemanha
“Dans le Noir” em Paris, França

“Dans le Noir” em Londres, Inglaterra
“Dans le Noir” em Moscow, Russia


Slogan do restaurante (foto: blindekuh.ch)

Blindekuh em Zurique: Mühlebachstrasse 148
CH-8008 Zürich

Website: www.blindekuh.ch

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Reciclar também é moda!

Oi Gente!
Acho que todo mundo já percebeu que reciclar é preciso.
Aqui na Suiça, reciclar vidro, garrafas pet, metal e papel não é somente uma forma de ficar de bem com a natureza, mas também uma forma de economizar dinheiro, já que o lixo aqui é pago (cerca de 4 reais por cada saco de 35 litros!).
Ok, mas você deve estar se perguntando: “o que isso tem à ver com moda?”
Bom, tem tudo à ver…Aqui em Zurique existe uma marca de bolsas e acessórios chamada Freitag que fabrica somente peças feitas com materiais recicláveis. Mas ao invés de papel e garrafas pet, eles usam outros materiais de refugo, como lona de caminhão, cinto de segurança e câmara de ar de pneus.
 Materiais usados nas bolsas (fonte: freitag.ch)
 
Lona (fonte: freitag.ch)
 O conceito de reciclagem da marca começa pela loja super cool que eles tem aqui em Zurique. Toda a loja é feita de material reciclado…O prédio é formado por 8 containers, um sobre o outro e fica num bairro mais alternativo da cidade.
 Loja Freitag em Zurique (fonte: umamagazine.de)
Os irmãos da Freitag foram os primeiros do mundo a produzir as bolsas tipo mensageiro em lona. Isso mesmo, os primeiros e aqui em Zurique. Agora, eles vendem os produtos nas lojas mais bacanas e também são copiados mundo afora.
 Campanha (fonte: freitag.ch)
 As bolsas (de todos os tipos e tamanhos) e as carteiras possuem um design super bacana e são quase todas exclusivas, já que as lonas são sempre diferentes umas das outras.
Os produtos não são muito baratos, mas temos que lembrar que estamos reciclando e ao mesmo tempo adquirindo um acessório cheio de estilo.
O único ponto negativo, é que alguns produtos carregam por algum tempo um cheiro de “oficina mecânica”, mas com o uso, o cheiro desaparece…
 Campanha (fonte: freitag.ch)
Freitag Shop
Geroldstrasse 17, 8005 Zürich
Website: www.freitag.ch
 Beijos ♥